Estoy a oír: Elvis Presley – Hound Dog
De vez em quando a Band passa esse filme nas madrugadas – capaz até de você já ter visto alguns pedaços dele sem saber do que se tratava. O Ford Fairlane do título (Andrew Dice Clay) é um detetive particular roqueiro, especializado em casos envolvendo a indústria fonográfica. O cara é o próprio estereótipo do roqueiro clássico: topete, jaqueta de couro, tem uma enorme coleção de discos de monstros do rock e uma guitarra autografada por Jimi Hendrix. Co-estrelando com Fairlane está sua secretária/ parceira/ amante (Lauren Holly), que morre de ciúme do chefe mas foge de algo mais sério com ele.
A história é uma bobagem sobre uma garota desaparecida que acaba desembocando numa megaoperação de pirataria, o roteiro tem mais buracos que um queijo suíço e o filme só perde para a série 007 em número de cenas forçadas, mas mesmo assim vale a pena assistir.
A razão? Difícil determinar com precisão. Talvez seja porque Ford Fairlane é inacreditavelmente cool, ou porque a cena em que ele vai parar numa república universitária repleta de gostosas é hilária, ou ainda porque Lauren Holly fica linda até vestindo um saco de batatas...mas principalmente porque um filme nem sempre precisa ser bom para ser legal.
Ah! Eu já ia esquecendo do mais bizarro: Ford se inscreve num daqueles concursos em que você tem que atender ao telefone dizendo uma senha, e ele e sua secretária passam o filme inteiro dizendo a tal senha sempre que atendem ao telefone – seja ele de casa, do escritório, orelhão, celular ou do carro funerário que o sr. Fairlane rouba a certa altura. Unfuckinbelievable, ele diria.

















