Sábado, 24 de Maio de 2008

Cinema – As Aventuras de Ford Fairlane

Estoy a oír: Elvis Presley – Hound Dog

De vez em quando a Band passa esse filme nas madrugadas – capaz até de você já ter visto alguns pedaços dele sem saber do que se tratava. O Ford Fairlane do título (Andrew Dice Clay) é um detetive particular roqueiro, especializado em casos envolvendo a indústria fonográfica. O cara é o próprio estereótipo do roqueiro clássico: topete, jaqueta de couro, tem uma enorme coleção de discos de monstros do rock e uma guitarra autografada por Jimi Hendrix. Co-estrelando com Fairlane está sua secretária/ parceira/ amante (Lauren Holly), que morre de ciúme do chefe mas foge de algo mais sério com ele.

A história é uma bobagem sobre uma garota desaparecida que acaba desembocando numa megaoperação de pirataria, o roteiro tem mais buracos que um queijo suíço e o filme só perde para a série 007 em número de cenas forçadas, mas mesmo assim vale a pena assistir.

A razão? Difícil determinar com precisão. Talvez seja porque Ford Fairlane é inacreditavelmente cool, ou porque a cena em que ele vai parar numa república universitária repleta de gostosas é hilária, ou ainda porque Lauren Holly fica linda até vestindo um saco de batatas...mas principalmente porque um filme nem sempre precisa ser bom para ser legal.

Ah! Eu já ia esquecendo do mais bizarro: Ford se inscreve num daqueles concursos em que você tem que atender ao telefone dizendo uma senha, e ele e sua secretária passam o filme inteiro dizendo a tal senha sempre que atendem ao telefone – seja ele de casa, do escritório, orelhão, celular ou do carro funerário que o sr. Fairlane rouba a certa altura. Unfuckinbelievable, ele diria.

Dia da Toalha

Estoy a oír: Toy Dolls – Yul Brynner was a Skinhead

Em 11 de maio de 2001, morria Douglas Adams, o autor do Guia do Mochileiro das Galáxias. Duas semanas depois da triste perda, os fãs do Guia organizaram uma homenagem ao autor que foi apelidada de "Dia da Toalha". A celebração tornou-se anual, e ganhou o mundo todo.

Participar das festividades é relativamente simples: basta carregar uma toalha com você durante todo o dia 25. Embora não seja obrigatório, muitos gostam de deixar suas toalhas à mostra, usando-as como cachecol, capa ou turbante.

Abaixo, o trecho original sobre a importância das toalhas:

"O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas. Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar.

Em parte devido a seu valor prático(...) Porém, o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha "acidentalmente perdido". O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Daí a expressão que entrou na gíria dos mochileiros, exemplificada na seguinte frase: 'Vem cá, você sancha* esse cara dupal**, o Ford Prefect? Taí um mingo*** que sabe onde guarda a toalha.'"

* Sanchar: conhecer, estar ciente de, encontrar, ter relações sexuais com
** Dupal: cara muito incrível
*** Mingo: cara realmente muito incrível

(O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams)

A segunda parte desta postagem é especial para quem mora em São Paulo. Mantendo a tradição iniciada no ano passado, os mochileiros paulistanos realizarão um encontro amanhã. Este ano a celebração vai durar praticamente o dia inteiro, conforme a agenda que eu recebi pelo orkut:

10h42 – ENCONTRO na catraca do metrô SANTA CRUZ

11h24 – Saída para ALMOÇO no shopping Santa Cruz, com possibilidades de flash mobs (a decidir... proponho algum em uma loja de toalhas!!!)

12h42 – Saída para o IBIRAPUERA (alguém sabe como?)

13h42 – IBIRAPUERA com direito a cricket, flash mobs, usos diversos de toalha, etc

14h42 – Ida para o PLANETÁRIO (Seção - 15h-15h45: "Planetas do Universo"
Ingressos: Inteira R$5,00; Estudante R$ 2,50)

16h24 – Saída (frustrada) para a PAULISTA (parada gay)

17h24 – ASTERIX (Paulista), para fazermos o flash mob da cena do bar (pedir cervejas e amendoins)

Requisitos: uma toalha, R$ 42,00...e NÃO ENTRAR EM PÂNICO.

Todos estão convidadíssimos para aparecer e participar da festa.

Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Valeu Peixe!

Estoy a oír: Ira! – Invisível DJ

Se tivessem validado aquele gol do Kléber Pereira no jogo de ida...

Se tivessem marcado aquele pênalti em cima do mesmo Kléber Pereira aqui mesmo, na Vila...

Se o Leão não tivesse passado quase uma hora de jogo insistindo com três zagueiros contra um time com um só atacante...

Se o Kléber tivesse passado aquela bola quando, pelo que ouvi no rádio, o Molina estava livre no meio da área...

Mas o "se" não joga, e paramos por aqui. Derrotados, sim, mas nem por isso lamentando. Afinal, já dizia aquele antigo ditado da selva, perder é da natureza do jogo, e só não perde quem não joga.

Obrigado ao Santos, quadrifinalista da Libertadores – nada mal para um time que, segundo muita gente que diz entender de futebol, ia ser rebaixado no Paulistão. Agora é focar o Brasileirão, buscando a vaga entre os grandes da América em 2009.

PS: sou só eu que já tô de saco cheio de ver o Boca Juniors ganhando esse troço todo ano?

PS2: abro minha caixa de e-mails e vejo algumas mensagens de corintianos zoando santistas e são-paulinos pelas respectivas eliminações. Não é por nada não, mas...até que fase o Corinthians foi na Libertadores desse ano?

PS3: agora o Sala de Justiça finalmente tem link pro feed RSS (logo acima do meu perfil)...o FeedBurner e eu conseguimos nos entender.

Ver sem enxergar

Estoy a oír: Skank – Resposta


Temos cinco sentidos, mas é incrível como dependemos da visão.

Pra começo de conversa, se eu não pudesse ver não estaria escrevendo isso – e, depois que eu escrevi, você depende dos seus olhos para ler. A mesma coisa vale para TV, cinema, livros...à exceção da música, todas as principais formas de entretenimento foram desenvolvidas por e para pessoas que enxergam.

Devo adicionar que tudo isso me ocorreu há um tempo atrás, quando meus óculos quebraram. O assunto me voltou à cabeça essa semana, depois que visitei uma exposição na biblioteca central de Guarulhos.

Comemorando os oito anos de seu espaço braile, a biblioteca convidou universitários da cidade a criarem obras para serem apreciadas com o tato. Com os olhos vendados e descalços, os visitantes são guiados através de uma sala de convidados a tentar descobrir os diferentes formatos e materiais do que tateiam enquanto caminham sobre diferentes superfícies.

A experiência é rápida – não demorei mais que meia hora para passar por todo o acervo – mas foi interessantíssimo não ver o mundo durante esse período.

Aos guarulhenses interessados, a exposição se chama Longe dos Olhos e fica até dia 30 na Biblioteca Monteiro Lobato.

Vermelho é moda na Europa

Estoy a oír: Dandy Warhols – We Used to be Friends (tema da série Veronica Mars)

A foto acima resume muitas histórias.

A história de como um dos melhores jogadores do mundo quase ferrou com seu time ao arranjar uma briga no finzinho da prorrogação.

A história de como aquele que vem sendo ventilado como melhor jogador do mundo quase ferrou com seu time ao bater um pênalti com paradinha num campo encharcado – e diante do melhor goleiro do mundo.

A história de como o jogador-símbolo de um dos times, o cara que mais mereceria fazer o gol do título, o sujeito que evitou um gol feito do adversário, só não se consagrou porque escorregou na hora de bater o pênalti decisivo.

A história de como um eterno reserva da seleção brasileira provou ter estrela – e de como só ter estrela não resolve nada.

A história de como um supertime bateu na trave de novo...e outro foi consagrado.

E, sobretudo, de como o vermelho se tornou a cor da moda na primavera inglesa.

Manchester United, tricampeão da Liga dos Campeões da UEFA. Uma história que são muitas...muitas histórias que são uma só.

PS: depois de uma interrupção forçada de algumas semanas, minha coluna sobre West Wing no Fala Série está de volta. Lembrando que, além de West Wing, também escrevo no mesmo site sobre Liga da Justiça, Sam & Max e Tela Class. Para saber quando tem colunas novas no ar, acompanhe minhas postagens no Twitter.

Sábado, 17 de Maio de 2008

Frase da semana!

"A mente é como um pára-quedas: só funciona aberta".

(Frank Zappa)

Comédia stand-up: Nana nenê (Rafinha Bastos)

Com a provável exceção de programar um videocassete, uma apresentação de comédia stand-up é a coisa mais difícil que alguém pode fazer. É preciso ter cara-de-pau para falar a uma grande platéia, controle para não rir do texto a ser apresentado por mais engraçado que ele seja, timing para emendar uma piada na outra no momento exato em que a platéia começa a parar de rir da anterior...e, claro, um bom texto, requisito básico do humor.

Rafinha Bastos, um dos apresentadores do CQC, mostra tudo isso neste hilário número satirizando as canções de ninar. Confiram.



Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Cirurgia plástica

Estoy a oír: Tori Amos – Smells like Teen Spirit


Os observadores mais atentos devem ter percebido algumas mudanças no visual do Sala. Pois é, gente, decidi tomar vergonha na cara e dar uma geral no blog.

Pra começar, alarguei a parte central da página e substituí o fundo de papiro por um tom bege liso. Também limei o indicador de status do MSN, que não vinha funcionando muito bem, e incluí o link pro meu perfil no MySpace.

E vocês devem ter notado que as minhas últimas atualizações do Twitter não aparecem mais – entretanto, o link para a minha página de micropostagens continua.

Uma outra coisa com a qual eu estava encasquetado já há algum tempo é o fato de que, logo que se acessa o Sala, só dava para ver o logotipo, o título e o começo da minha apresentação. Para aumentar a área visível à primeira vista, apaguei o título (afinal, ele já aparece no topo da janela do navegador, certo?) e puxei a apresentação pro topo da coluna lateral.

A seção de links é o próximo alvo das alterações, mas isso fica para a próxima – até porque as mudanças nela serão mais profundas.

Seeee-gun-do!

Estoy a oír: Ludov – Dois a Rodar

Faz quase quinze anos que eu sou o Player Two. Traduzindo: o segundo controle, o time visitante, o cara que joga sempre com o Luigi e tem prioridade zero na configuração do jogo.

O histórico de videogames em casa começou lá por 95, quando meu irmão mais velho comprou um Nintendo-compatível (ah, o ritual de alugar fitas na sexta à noite!) e jogava sempre com o primeiro controle, até por ser o mais velho. Ele me levava – a contragosto, claro – pra jogar na casa de amigos dele e acontecia a mesma coisa: ô baixinho, quer jogar? Pega o segundo controle aqui e vê se não morre!

Anos depois, uma oferta da hoje moribunda Tec Toy fez meus pais se cotizarem para comprar um Mega Drive (ah, Mortal Kombat 3!). Mesmo com a mudança de plataforma, eu continuei como segundo jogador. Só que agora eu era o segundo jogador jogando Mortal Kombat 3, o que à época não era pouca coisa.

Passamos um longo tempo com o combalido Mega Drive sendo o videogame da família, e nesse meio-tempo meu irmão noivou, terminou o noivado, noivou com outra, casou...e saiu de casa. Teoricamente eu assumiria o controle 1, mas como a essa altura só restava um controle funcionando isso não contava muito.

Daí meu tio comprou um Playstation 2 pro meu irmão mais novo. Com aquele discurso de "é um presente pra todo mundo", claro, mas o caçula da família fazia e faz questão do controle da esquerda. Como eu nunca fui um irmão mais velho do tipo que se impõe (Paulo, você é bem melhor nisso do que eu), concluí que brigar para ser o macho alfa do videogame seria idiotice.

Isso já faz quase quatro anos. De lá pra cá, acumulamos uma coleção exageradamente grande de Winning Elevens modificados e seguimos jogando, embora bem menos do que há poucos anos, comigo no controle da direita. Se bem que anda tão difícil meu irmão e eu conseguirmos disputar uma partida juntos que, quando assumo o videogame, é quase sempre para jogar sozinho...e, vejam só, no controle 1.

PS: não sei se é por causa do meu período de segundo jogador no NES, mas até hoje eu escolho o Luigi quando jogo Mario Kart.

Músicas que são muito mais divertidas com os clipes

Há certas músicas que simplesmente não são a mesma coisa quando você as ouve no fone de ouvido ou no carro, de tanto que se integram ao elemento visual. A seguir, uma listinha com cinco dos casos mais marcantes (com os links para os respectivos vídeos, claro):

5. Acqua – Doctor Jones

Todo mundo lembra deles por causa dos megahits Barbie Girl e Turn Back Time, mas este hilário vídeo também merece ser conferido.

4. Britney Spears – Toxic

A música – sussurrada e com uma letra bisonha – é uma porcaria, mas o clipe vale pela lembrança de quando Britney ainda era gata. (Pouco antes de começarem a vender bonecas dela representando-a amarrada numa camisa de força...)

3. Weird Al Yankovic – Bob

Satirizando o clássico Subterranean Homesick Blues, de Bob Dylan, o maior criador de paródias dos EUA traz uma letra toda em palíndromos (versos que continuam iguais se lidos ao contrário). Você vai usar muito o botão de pausa neste aqui...

2. Supla – Green Hair

Megaclássico trash – ou vai dizer que você nunca imitou a coreografia da Japa Japa Girl que passava no saudoso Piores Clipes do Mundo?

1. Michael Jackson – Thriller

Mesmo fazendo bilhões de plásticas, arranjando processos por pedofilia e se dizendo Peter Pan, Michael Jackson será sempre lembrado como o Rei do Pop. O auge do cara é este vídeo, cristalizado na lembrança geral como o maior clipe de todos os tempos.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Blanka, orgulho do Brasil

Estoy a oír: Mutantes – Balada do Louco

Tava vendo o CQC semana passada e testemunhei uma cena no mínimo pitoresca.

Um repórter enviado à Espanha fazia perguntas sobre o Brasil aos transeuntes espanhóis e lhes mostrava fotos de brasileiros ilustres, a fim de testar os conhecimentos dos europeus sobre nosso país. Apenas três de nossas celebridades foram reconhecidas por todos os espanhóis interrogados: Gisele Bündchen, Pelé (se bem que uma moça precisou de ajuda para identificar o Rei) e...Blanka.

Sim, ele mesmo – o mutante amazônico do überclássico Street Fighter II, e que a propósito já está confirmado na nova versão do jogo.

Não vou discutir o impacto do Blanka na imagem do Brasil no exterior, nem o fato do presidente Lula não ter sido reconhecido pelos súditos de Juan Carlos. Vou é citar outra história engraçada envolvendo o lutador dos choques elétricos: não faz muito tempo, o programador-chefe da Capcom esteve em São Paulo e brincou que estava com medo de ser hostilizado em nosso país. O entrevistador disse a ele para ficar tranqüilo, porque os brasileiros adoram o Blanka...

EDIT: respondendo sobre a pergunta "qual é a capital do Brasil?", alguns espanhóis disseram São Paulo, outros arriscaram Rio de Janeiro...houve até quem acertasse. Mas, ao contrário do que se esperaria ver num programa de humor, ninguém chutou "Buenos Aires".

Fatos da Fórmula 1

Estoy a oír: Autoramas – Rei da Implicância


Cinco coisinhas sobre a categoria favorita dos brasileiros:

  1. Felipe Massa não é nem nunca vai ser o novo Ayrton Senna;

  2. Mesmo assim, Felipe Massa é um tremendo piloto e vai ser campeão do mundo logo, logo (ainda neste ano, se bobearem);

  3. Pro Rubinho bater recorde na Fórmula 1, só mesmo o de longevidade;

  4. Como já foi comentado aqui, o Galvão continua puxando o saco do Lewis Hamilton. Só que agora um pouco menos, felizmente;

  5. O mundo ecologicamente correto de hoje ainda tem espaço para automobilismo com carros que fazem 1 km/l?

Família perfeita!

Estoy a oír: Titãs – Família

Antes de tudo, aviso que a culpa desta atrocidade é do Daniel "Krypton" (aliás, faz tempo que eu não visito seu blog, Kryp.Vou só terminar aqui e já dou um pulo lá) que me mandou a foto. Isto posto, vamos à imagem.

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

O meu funeral

Estoy a oír: Eminem – When I'm Gone

No meu funeral, não quero choro nem vela, quero uma fita amarela...

(Desculpa, gente, me empolguei. Vamos falar sério agora.)

Assisti ao discurso de John Cleese no funeral de Graham Chapman, seu ex-colega do Monty Python, e tive um vislumbre de como eu gostaria que fosse a última homenagem à minha pessoa.


Não quero pessoas que me detestavam chorando lágrimas de crocodilo e dizendo o quanto eu era "maravilhoso". Aliás, provavelmente vai ser melhor se só os meus verdadeiros amigos estiverem lá. (O auditório vai estar bem mais vazio, mas...)

Quero que todos lembrem do tempo que eu passei sobre a Terra e façam do meu velório não um lamento pela morte, mas uma celebração da vida. A mensagem que eu gostaria de passar na minha despedida é: vivam. Vivam intensamente. Não desperdicem sua vida num emprego zumbificante só porque precisam do salário de fome que ele paga.

E eu também quero que doem todos os meus órgãos aproveitáveis, cremem o que sobrar e joguem minhas cinzas do alto de um prédio qualquer na Avenida Paulista. Mas é melhor deixar pra me preocupar com isso quando estiverem pra desligar os aparelhos.

Sonic, a estréia

Estoy a oír: Leela – Rádio Blá

Quiz nerd surpresa: em que jogo deu-se a primeira aparição de Sonic, o rato-ouriço (não, ele não
é um porco-espinho)
mais rápido dos videogames?

(tempo para vocês pensarem)

Se você disse Sonic the Hedgehog, sua resposta está...errada!

Meses antes do lançamento de seu próprio jogo, Sonic apareceu num jogo de corrida para fliperama chamado Rad Mobile, na forma de um singelo enfeite de retrovisor. Duvidam? Pois temos a foto!

E quando eu era moleque o Sonic era meu herói. Prontofalei, como diria a Rachel. Tanto que eu tenho um Sonic de pelúcia que guardei até hoje.

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Curtas

Estoy a oír: Beck & Flaming Lips – Devil's Haircut

  • Eu sei que a comunidade do orkut "Meu cabelo me odeia" foi criada por e para garotas que gastam mais dinheiro no salão de beleza do que os EUA gastam em armas, mas tem dias (boa parte do mês passado, for instance) em que eu penso seriamente em entrar nela.

    Tudo isso porque eu detesto cortar o cabelo. Não, corrigindo: eu detesto ter que cortar o cabelo – sabe, ir ao salão e tudo o mais. Cabelo de mulher ainda tem toda a questão de fazer diferentes cortes e tudo o mais, mas corte masculino...pagar R$ 12 só pra reduzir a cabeleira a um volume aceitável? Só não falo que vou comprar uma daquelas maquininhas de cortar cabelo em casa porque eu já comprei, e ela deu problema na primeira tentativa de corte...

  • Tem uma tira do Brewster Rockit em que Nova York é atacada por um monstro gigante. Enquanto enfrenta o bichão e tenta minimizar os danos causados por ele, o apalermado capitão constata que "se há uma vantagem nisso tudo, é que os telejornais pararam de falar da Britney Spears" – para em seguida ver um comentarista de TV discorrendo sobre como o ataque do monstro pode afetar Britney Spears.

    É impressão minha ou a imprensa brasileira está fazendo a mesma coisa com o caso da menina defenestrada pelos pais? (A seguir: a opinião de Britney Spears sobre o caso Isabella Nardoni.)

  • Já faz quase um ano e meio que eu me tornei vegetariano, mas ainda não me acostumei às pessoas me olhando como se eu fosse de outro planeta quando digo que não como carne. Dagomir Marquezi e quaisquer outros veggies que estejam lendo isto, plz me respondam: acontece com vocês também ou eu sou o único?

  • As minhas músicas em MP3 dos Mulheres Negras, a terceira menor big band do mundo, vieram com algo no mínimo curioso nas tags de identificação. Lá em gênero, está escrito Unclassifiable – uma simples palavrinha que descreve perfeitamente as misturas musicais improváveis de Maurício Pereira e André Abujamra.

  • Ainda não vi o filme do Homem de Ferro, mas o Metrô News dizendo que o filme é uma das "mais melhores (sic) adaptações de HQ dos últimos tempos" merecia comentário.

Já dizia o Guia...

"Uma coisa encorajadora que o Guia do Mochileiro das Galáxias tem a dizer sobre os universos paralelos é que você não tem a menor chance de compreendê-los. Você pode, portanto, dizer coisas como 'O quê?' e 'Hein?', e até mesmo ficar vesgo e fazer papel de tolo, sem ter medo de parecer ridículo."

(Douglas Adams, Praticamente Inofensiva)

Bud, o cão tosco

Estoy a oír: Eduardo Dusek – Rock da Cachorra

Quando estava no colegial, eu era espectador assíduo da Sessão da Tarde. Isso significa que vi muitos filmes ruins neste período da minha vida.

Lembro que um deles tinha uma cena que desafia os limites do bom senso. Era uma bobagem sobre um cachorro chamado Bud, que jogava futebol (antes tinham sido basquete, vôlei, nado sincronizado, ginástica calistênica...), era adotado por um garotinho que não tem amigos e o ajudava a se enturmar...aquela babaquice de todo filme de bicho.

Aí acaba a história e vem o final, o ápice da tosqueira. Final da Copa do Mundo feminina, EUA x Alemanha – o Brasil x Argentina do futebol feminino o jogo acaba empatado e vai pros pênaltis. Depois de todos os chutes, a goleira dos EUA (a goleira da seleção de verdade, essa é a parte assustadora) vai pra última cobrança sabendo que se defender elas ganham o campeonato.

E o que a goleira faz? Provoca a atacante, ao melhor estilo Valdir Peres? Respira fundo? Dá um tapinha na trave pra dar sorte? Não...ela diz que "eu não vou pegar esse pênalti. Vou deixar o Bud pegar." Isso mesmo, pessoal: final de Copa, pênaltis, cobrança decisiva, a melhor jogadora da Alemanha ali pra cobrar o pênalti, a mulher me vira e diz que o cachorro vai pro gol. O juiz aceita na boa, ninguém acha estranho, o molequinho dono do cachorro comemora vendo o jogo pela televisão...e como o filme é americano, o cachorro defende.

Eu sei que é um filme infantil, feito para a TV, com orçamento minúsculo e o escambau, mas chamar essa cena de ofensa à inteligência da platéia denigre as ofensas à inteligência da platéia que vi ao longo dos meus 22 anos.

(Felizmente, não achei a cena no YouTube – vocês escaparam de testemunhar essa bizarrice...)

E eu acabo de ler o texto já escrito e me dei conta e que provavelmente escrevi o maior artigo dedicado ao cachorro Bud já publicado por um veículo de imprensa não-subornado pelo estúdio. Melhor parar por aqui, antes que eu me irrite mais.

Sábado, 3 de Maio de 2008

Frase da semana!

"Relacionamento é que nem Lego: gostoso é montar, depois de pronto perde a graça."

(Bruno "Lenci" del Marco)

As canções de Madame Sarkozy

Estoy a oír: Green Day – She

Quiz nerd surpresa: os CDs da Carla Bruni estariam em destaque no Submarino se ela não fosse a primeira-dama da França?

Pensei nisso e lembrei que não faz muito tempo eu estava revendo a Playboy brasileira (aliás, devo dizer que eu não leio a Playboy; só vejo as figuras) em que ela saiu, à época chamada de "a ex de Mick Jagger" – eu sei, essa descrição poderia ser aplicada a metade da população feminina do Hemisfério Norte. É até esquisito olhar para aquelas fotos hoje em dia.